abril, 2019

12abr(abr 12)10:00 am14(abr 14)6:00 pmSemana dos Parceiros do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal

Detalhes do evento

O antigo laboratório químico da Mina do Lousal

A abundância, dimensão e densidade de ocorrência dos depósitos de sulfuretos maciços da Faixa Piritosa Ibérica (FPI), fazem desta a maior e uma das mais interessantes províncias metalogenéticas do mundo no que refere a esta tipologia de jazigos, representando um caso invulgar de sucesso relativamente à reunião, no espaço e no tempo, de condições excecionalmente favoráveis para a formação e preservação deste tipo de minérios. Os cerca de 12.500 km2 que ocupa aproximadamente a FPI, hospedam mais de 2.500 milhões de toneladas métricas (mt) de sulfuretos maciços e fissurais, distribuídos por mais de 88 depósitos conhecidos.

O depósito mineral do Lousal foi redescoberto em 1882 por um agricultor da região, António Manuel, datando o início da sua exploração de 1900, para a extração da pirite (FeS2), com vista à obtenção do enxofre para a produção do ácido sulfúrico, fundamental para a elaboração de superfosfatos (etapa do processo realizada desde a década de 30 nas instalações da SAPEC, em Setúbal). Para além da pirite as massas de sulfuretos eram compostas por menores quantidades de calcopirite (CuFeS2), galena (PbS), esfalerite (ZnS), pirrotite (FeS), marcassite (FeS2), bournite (CuPbSbS2), tetraedrite (Cu12Sb4S13), arsenopirite (FeAsS), cobaltite (CoAsS), magnetite (Fe2O4) e ouro (Au).

Os teores percentuais dos elementos que constituíam a pirite eram, sob a direção de José Duarte Revez (ver foto), detalhadamente analisados no antigo laboratório químico da Mina do Lousal, considerada uma das infra-estruturas mais importantes associadas ao labor mineiro. Dessas mesmas análises laboratoriais concluía-se que a pirite, em termos médios, possuía cerca de 45% de enxofre, 52% de ferro e 0,7 % de cobre.

Diretor do laboratório – José Duarte Revez

Os trabalhos de depuração do cobre eram obtidos por ustulação sucessiva em reatores (fornos) com camisa de água (water-jacket). A depuração final, ou a obtenção do “cobre negro” resultava da fusão e oxidação em fornos de revérbero, alimentado por matéria lenhosa como o carvão ou madeira de eucalipto.

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Horário

12 (Sexta) 10:00 am - 14 (Domingo) 6:00 pm

Localização

Mina de Ciência - Centro Ciência Viva do Lousal

Organizador

Centro Ciência Viva do Lousal

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