As Formas do Ferro

O Autor

Pedro Nuno Alves

Pedro Nuno Alves nasceu em Monção, no norte de Portugal. O gosto pela mineralogia começou muito cedo. Com apenas 3 anos de idade já colecionava cristais de quartzo, que abundavam na região onde nasceu. Mas foi no ano de 2000 que a paixão pela mineralogia se consolidou. A visita a antigas explorações minerais, em Espanha e em Portugal, permitiu fazer crescer a coleção e a curiosidade para saber mais sobre a mineralogia e a natureza dos minerais. Após a obtenção de uma licenciatura em geologia, pela Universidade do Minho, iniciou um curso de mestrado, altura em que foi desafiado a abraçar um projeto mineiro no Alentejo. Iniciou a sua carreira profissional como geólogo, mas rapidamente deu início à sua carreira profissional como mineralogista, ao aceitar o convite para coordenar um laboratório de mineralogia aplicada.

A vontade de publicar artigos relacionados com a mineralogia esteve presente desde o primeiro dia em que começou a sua formação académica. O seu primeiro artigo foi apresentado no Congresso Nacional de Geologia, realizado na Universidade do Minho, no ano de 2010. A comunicação oral de que foi autor valeu-lhe o prémio de melhor apresentação na categoria de mineralogia, atribuída a estudantes dos 3 ciclos de estudos universitários. O feliz desfecho da primeira apresentação serviu de estímulo para a escrita de vários artigos internacionais sobre a mineralogia de Portugal. Atualmente é diretor de uma publicação especializada – ACOPIOS -, a primeira revista sobre mineralogia topográfica escrita em português.

O interesse pela fotografia e, em particular, pela fotomicrografia, surge como uma necessidade para a ilustração dos seus artigos. Sendo esta uma área muito específica da fotografia, recorreu inicialmente a fotógrafos estrangeiros. Contudo, rapidamente abraçou este novo desafio e passou a dedicar algum do seu tempo à conceção e construção de equipamentos para produzir as suas próprias fotomicrografias de minerais. A exposição ”As Formas do Ferro” representa apenas uma ínfima parte das extraordinárias fotomicrografias que Pedro Nuno Alves obtém a um ritmo quase diário. Hoje é ele o autor de todas as fotomicrografias que publica nos seus artigos, sendo atualmente a atividade relacionada com a mineralogia a que dedica mais tempo.

Beudantite com Carminite

Minas de Vale das Gatas, Sabrosa, Vila Real

PbFe3+2(AsO4)2(OH)2 | Arsenatos

A beudantite pertence ao supergrupo da alunite – um dos grupos de minerais supergénicos mais comuns. A beudantite resulta, na maioria dos casos, da alteração da arsenopirite e da galena. Associa-se a carminite, farmacosiderite e scorodite.

Trata-se de um mineral ubíquo que pode apresentar diversas morfologias e cores. Os tons amarelos e castanhos são os mais comuns e refletem a variação do Fe e do Al (geralmente os tons acastanhados correspondem a termos mais ricos em Fe). Os cristais apresentam-se habitualmente na forma de cubos com truncaturas nos vértices e ou nas arestas.

Informação Mineralógica

Cristais pseudocúbicos amarelos de beudantite, associados a carminite acicular (vermelho).

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,80 mm

Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II

Objetiva | Mitutoyo M Plan 10 x

ISO | 100

Tempo de aquisição | 1/2 s

Softwares

Zerene Stacker ®, Adobe Photoshop 2018 ®, StackMaster controller 2018 ® e Olympus Capture ®.

Beudantite com Carminite

Minas de Vale das Gatas, Sabrosa, Vila Real

PbFe3+2(AsO4)2(OH)2 | Arsenatos

Informação Mineralógica

Cristais pseudocúbicos amarelos de beudantite, associados a carminite acicular (vermelho).

Softwares

Zerene Stacker ®, Adobe Photoshop 2018 ®, StackMaster controller 2018 ® e Olympus Capture ®.

Modos de ocorrência

A beudantite pertence ao supergrupo da alunite – um dos grupos de minerais supergénicos mais comuns. A beudantite resulta, na maioria dos casos, da alteração da arsenopirite e da galena. Associa-se a carminite, farmacosiderite e scorodite.

Trata-se de um mineral ubíquo que pode apresentar diversas morfologias e cores. Os tons amarelos e castanhos são os mais comuns e refletem a variação do Fe e do Al (geralmente os tons acastanhados correspondem a termos mais ricos em Fe). Os cristais apresentam-se habitualmente na forma de cubos com truncaturas nos vértices e ou nas arestas.

Ocorrências em Portugal

Em Portugal conhecem-se ocorrências na mina de Gestoso (São Pedro do Sul), Mina de lagoa (Viana do Castelo), Adoria (Vila Real) e nas Minas de Vale das Gatas (Vila Real).