As Formas do Chumbo

O Autor

Pedro Nuno Alves

Pedro Nuno Alves nasceu em Monção, no norte de Portugal. Com apenas 3 anos de idade já colecionava cristais de quartzo. Após a obtenção de uma licenciatura em geologia, pela Universidade do Minho, iniciou a sua carreira profissional como geólogo, mas rapidamente teve início o seu percurso profissional na mineralogia. Neste domínio destaca-se a publicação internacional de artigos sobre a mineralogia de Portugal e a descoberta de dois novos minerais, em território português. Entre 2017 e 2020 foi diretor de uma publicação especializada – ACOPIOS – a primeira revista sobre mineralogia topográfica escrita em português.

O interesse pela fotografia surge como uma necessidade para a ilustração dos seus trabalhos. As imagens obtidas mostraram um mundo desconhecido onde os cristais crescem com a paciência do tempo. Nas formas invisíveis, que o olho nu não vê, e o microscópio deixou passar, deambulamos por um território novo, nem invisível, nem evidente. Foi neste contexto que, por convite do Centro Ciência Viva do Lousal – Mina de Ciência, aceitou colocar este admirável mundo novo à disposição de todos e de todas na forma de um ciclo de exposições fotográficas. É uma aproximação inovadora que rompe com a abordagem clássica do estudo e da divulgação da mineralogia, gerando uma perspetiva holística, onde a ciência, a tecnologia, a estética e a própria história da Humanidade se cruzam para explicar a razão do seu interesse desde tempos imemoriais.

O chumbo, depois do cobre e do ferro, é o tema do terceiro capítulo deste ciclo de exposições – AS FORMAS DE … O chumbo é o elemento químico representado pelo símbolo Pb cuja origem enraíza na palavra latina plumbum. O chumbo desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da Humanidade, ganhando particular relevância no período romano. Outrora amplamente utilizado, requer, na atualidade, uma gestão cuidadosa para equilibrar o seu valor industrial com a saúde pública e a segurança ambiental. Novas FORMAS de ciência e tecnologia moldam novas FORMAS comportamentais.

Beudantite

Minas de Vale das Gatas, Portugal

Arsenatos

Informação Mineralógica

Cristais pseudocúbicos amarelos de beudantite, associados a carminite acicular (vermelho).

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,54 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO | 
200   
Tempo de aquisição | 
1/8 s
Fotos sobrepostas | 127

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A beudantite pertence ao supergrupo da alunite – um dos grupos de minerais supergénicos mais comuns. Forma-se em zonas de oxidação de depósitos hidrotermais de chumbo, especialmente em climas áridos, podendo resultar, na maioria dos casos, da alteração da arsenopirite e da galena. Associa-se a carminite, farmacossiderite, mimetite, cerussite, duftite e scorodite.
Trata-se de um mineral ubíquo que pode apresentar diversas morfologias e cores. Os tons amarelos e castanhos são os mais comuns e refletem a variação do ferro e do alumínio. Os cristais apresentam-se habitualmente na forma de cubos com truncaturas nos vértices e ou nas arestas.
Em Portugal conhecem-se ocorrências na mina de Gestoso (São Pedro do Sul), Mina de lagoa (Viana do Castelo), Adoria (Vila Real) e nas Minas de Vale das Gatas (Vila Real). As localidades mais notáveis onde pode ser encontrado são: Tsumeb, Namíbia e a Cornualha, Inglaterra.
A beudantite não tem valor econômico, mas pode ser importante como indicador geoquímico no estudo da alteração supergênica. É um mineral de coleção bastante valorizado pela sua estética e raridade.
O nome foi-lhe atribuído em homenagem ao geólogo e mineralogista francês François Sulpice Beudant (1787–1850), um dos pioneiros na sistematização da mineralogia.

Carminite

Mina Lagoa, Portugal

Arsenatos

Informação Mineralógica

Carminite sobre Beudantite amarela que por sua vez recobre um cristal prismático de Mimetite

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 1,71 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 20 x   
ISO | 0
5   
Tempo de aquisição | 
1/2 s
Fotos sobrepostas | 257

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Em Construção

Duftite

Cerro do Algaré, Portugal

Arsenatos

Informação Mineralógica

Cristais de Duftite associados a Coronadite (preto mate)

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 6,62 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1 s
Fotos sobrepostas | 122

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A duftite é um arsenato de chumbo e cobre que ocorre nas zonas de oxidação de depósitos polimetálicos. É um mineral raro que resulta da alteração de sulfossais de cobre (ex. tennantite) na presença de sulfuretos de chumbo (ex. galena). Associa-se frequentemente à olivenite, bayldonite, azurite e malaquite. A duftite forma cristais bipiramidais ou agregados esferoidais de uma cor característica verde azeitona.
A duftite deve o seu nome a G. Duft, Diretor geral da mina de Tsumeb, Namíbia.

Bariofarmacosiderite

Mina Clara, Alemanha

Arsenatos

Informação Mineralógica

Cristal complexo de bariofarmacosiderite sobre goethite aveludada (laranja)

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,71 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/3 s
Fotos sobrepostas | 183

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Em Construção

Beudantite com Goethite

Mina Clara, Alemanha

Arsenatos

Informação Mineralógica

Cristais de beudantite recobertos por goethite irisada

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 7,14 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/64 s
Fotos sobrepostas | 157

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A beudantite pertence ao supergrupo da alunite – um dos grupos de minerais supergénicos mais comuns. Forma-se em zonas de oxidação de depósitos hidrotermais de chumbo, especialmente em climas áridos, podendo resultar, na maioria dos casos, da alteração da arsenopirite e da galena. Associa-se a carminite, farmacossiderite, mimetite, cerussite, duftite e scorodite.
Trata-se de um mineral ubíquo que pode apresentar diversas morfologias e cores. Os tons amarelos e castanhos são os mais comuns e refletem a variação do ferro e do alumínio. Os cristais apresentam-se habitualmente na forma de cubos com truncaturas nos vértices e ou nas arestas.
Em Portugal conhecem-se ocorrências na mina de Gestoso (São Pedro do Sul), Mina de lagoa (Viana do Castelo), Adoria (Vila Real) e nas Minas de Vale das Gatas (Vila Real). As localidades mais notáveis onde pode ser encontrado são: Tsumeb, Namíbia e a Cornualha, Inglaterra.
A beudantite não tem valor econômico, mas pode ser importante como indicador geoquímico no estudo da alteração supergênica. É um mineral de coleção bastante valorizado pela sua estética e raridade.
O nome foi-lhe atribuído em homenagem ao geólogo e mineralogista francês François Sulpice Beudant (1787–1850), um dos pioneiros na sistematização da mineralogia.

Mimetite

Mina Clara, Alemanha

Arsenatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de mimetite sobre quartzo

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 4,26 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/20 s
Fotos sobrepostas | 112

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A mimetite é um arseniato de chumbo muito comum que pertence ao grupo da apatite, formando uma série contínua com a piromorfite (fosfato) e a vanadinite (vanadato). Na série mimetite – piromorfite o arsénio (As) é substituído pelo fósforo (P). Na série mimetite – vanadinite o arsénio (As) é substituído pelo vanádio (V).
A formação de mimetite ocorre geralmente em zonas de oxidação de depósitos de chumbo, especialmente em ambientes hidrotermais ricos em arsénio. Embora a mimetite tenda a apresentar uma paleta de cores quase sempre mais próximas do amarelo, em contraste com a piromorfite que tende a ser verde maçã ou verde “fluorescente”, como sempre, a cor não serve de característica diagnóstica, sendo impossível distinguir estes dois minerais apenas com base numa análise visual. Ambos ocorrem na forma de prismas hexagonais, mais ou menos alongados, por vezes complexos. Por serem uma série (solução sólida), estes dois minerais podem coexistir num mesmo cristal. Quando isso acontece observa-se um zonamento no cristal. A transição, entre um e outro mineral, pode ser visível, quando é abrupta e não gradual, e tende a ser marcada por uma alteração da cor.
Os minerais mais comuns que lhe são associados incluem: piromorfite, vanadinite, wulfenite, cerussite, galena e beudantite.
O nome deste mineral tem origem na palavra grega “mimetes”, que significa “imitador”, precisamente pela sua aparência se assemelhar muito à da piromorfite.

Cerussite com Linarite

Mina do Torgal, Portugal

Carbonatos

Informação Mineralógica

Macla cíclica de cerussite associada a linarite (azul)

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 5,4 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
200   
Tempo de aquisição | 
1/40 s
Fotos sobrepostas | 221

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A cerusite é um dos minerais de chumbo mais frequentes na natureza. Encontra-se numa grande variedade de depósitos, onde pode inclusive ser explorada enquanto minério. Tende a associar-se a anglesite, smithsonite, linarite, azurite, malaquite e galena. Em Portugal é possível encontrá-la em mais de uma centena de ocorrências, as mais importantes são a mina de Terramonte, (Aveiro) e Preguiça (Beja).
Forma de cristais tabulares alongados que podem facilmente ultrapassar os 10 cm. As maclas são muito comuns. A cerussite pode ser incolor, branca, cinzenta ou de outras tonalidades quando contém impurezas.
Este mineral deve o seu nome ao latim cerussa que significa chumbo branco.

Corkite e Plumbogummite

Mina Serra da Mina, Portugal

Fosfatos

Informação Mineralógica

Cristais complexos com zonamento que corresponde a duas fases minerais distintas: corkite castanha escura e plumbogummite cor de caramelo

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 6,93 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1 s
Fotos sobrepostas | 280

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A corkite pertence ao grupo da beudantite que por sua vez pertence ao supergrupo da alunite. Este agrega um grande número de espécies quase sempre presentes nas zonas de alteração supergénica. A corkite, apesar de não ser dos minerais mais comuns do grupo, encontra-se em Portugal em vários depósitos, com destaque para a mina Serra da Mina (Santiago do Cacém) de onde se conhecem exemplares de classe mundial.
A forma mais comum deste mineral é o romboedro, mais ou menos agudo. Pode também apresentar-se na forma de cristais pseudo-cúbicos ou pseudo-hexagonais. A cor típica é o castanho escuro (quase preto). Devido à grande variação composicional das espécies deste grupo, a corkite pode apresentar outras cores tais como o verde ou o amarelo, causadas, por exemplo, pela presença de alumínio.
O nome deve-se à primeira localidade onde foi observada – condado de Cork, na Irlanda.

Descloizite

Mina Herdade de Vila Ruiva, Portugal

Fosfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de descloizite sobre matriz limonítica

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 7,2 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/2 s
Fotos sobrepostas | 217

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Este vanadato de chumbo e zinco ocorre com frequência na zona de oxidação de depósitos de vanádio, embora raramente seja tratado como minério. Em Portugal é especialmente abundante na área mineira da Preguiça (Beja), onde aparece sob a forma de cristais pseudo-octaédricos de cor castanho-escuro ou sob forma de prismas alongados em tons de amarelo, laranja e castanho-claro. Os minerais aos quais se associa são a vanadinite, mottramite, mimetite e piromorfite.
A descloizite deve o seu nome ao famoso mineralogista francês Alfred Des Cloizeaux (1817-1897). Foi professor de mineralogia da Universidade de Paris e o primeiro a descrever a espécie.

Parsonsite

Mina Pinhal do Souto, Portugal

Fosfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de parsonsite sobre quartzo

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 5,92 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/20 s
Fotos sobrepostas | 187

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A parsonsite é um mineral relativamente frequente na zona de oxidação de depósitos hidrotermais de uranio onde ocorrem sulfuretos polimetálicos, nomeadamente a galena. Associa-se sobretudo à autunite, torbernite e piromorfite. Este tipo de ocorrências e associações são conhecidas em Portugal nas minas de Pinhal do Souto e Freixiosa, ambas no concelho de Mangualde (Viseu).
A parsonsite tende a formar cristais tabulares alongados de cor amarelo-limão a laranja, ocasionalmente acastanhados. Pode formar agregados radiais sub-centimétricos.
O nome foi atribuído em honra do professor de mineralogia da Universidade de Toronto (Canadá) Arthur Parsons (1873-1957).

Piromorfite

Mina Prado dos Reis, Portugal

Fosfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de piromorfite

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 5,6 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1/30 s
Fotos sobrepostas | 127

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A piromorfite é um fosfato de chumbo, muito comum, que pertence ao grupo da apatite, o qual inclui diferentes arseniatos, fosfatos e vanadatos. A piromorfite é um dos mais frequentes produtos de alteração de sulfuretos de chumbo (ex. galena) e tende a associar-se a minerais secundários tais como a cerusite, a malaquite ou a plumbogummite entre muitos outros.
Este mineral exibe algumas das cores mais vibrantes do ‘universo dos minerais’. O verde é a cor dominante, quer seja verde-maçã ou verde “fluorescente”. O amarelo é também uma cor habitual. No entanto, a piromorfite pode apresentar muitas outras cores, tal como as outras espécies do grupo, tornando impossível a sua identificação visual com base na propriedade física – cor. As cores vibrantes do mineral inspiraram os antigos mineiros de El Horcajo (Espanha) a utilizar o mineral para adornar os presépios, simulando musgo. Esta prática conduziu à perda de belíssimos exemplares uma vez que para obter o efeito pretendido, as amostras eram reduzidos a pó.
As lociadades mais importantes, para a ocorrência de piromorfite são: Bunker Hill Mine, Idaho, EUA; Bad Ems e Horhausen, Alemanha; Cornualha, Inglaterra; Daoping Mine, Guangxi, China, e ainda algumas outras regiões na Austrália, na França e em Espanha. Em Portugal pode ser encontrada de Norte a Sul, mas as ocorrências mais conhecidas são as de Terramonte (Aveiro).
O nome piromorfite tem origem no grego, na conjugação de “pyros” (fogo) com “morphe” (forma) que conjuntamente significam “formado pelo fogo”, uma vez que os cristais eram facilmente recristalizados, recuperando a sua forma original, após fundidos durante testes em sopro de maçarico.

Wulfenite

Mina Barranco del Humo, Espanha

Fosfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de wulfenite com crescimento epitaxial de uma segunda geração

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 7,01 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 
1 s
Fotos sobrepostas | 201

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A wulfenite é um dos minerais secundários de chumbo com exemplares mais exuberantes. Apresenta-se soba a forma de cristais tabulares ou bi-piramidais em tons de amarelo e laranja ou vermelho muito intensos. Encontra-se na zona de oxidação de depósitos hidrotermais de chumbo onde o molibdénio é introduzido por fontes externas. Em Portugal encontra-se em várias pedreiras da zona de Valença (Viana do Castelo), como produto de alteração da molibdenite e galena. Este tipo de ocorrências é muito raro.
O nome foi atribuído em honra do Jesuíta germano-austríaco Franz Wulfen (1728-1805) como forma de reconhecimento pelo seu trabalho sobre os depósitos de chumbo da zona de Bleiberg (Áustria).

Fluornatropirocloro sobre Ferro-katophorite

Vale de Lombadas, Portugal

Óxidos

Informação Mineralógica

Cristal vermelho de fluornatropirocloro sobre ferro-katophorite preta

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,8 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO |
200   
Tempo de aquisição | 
1/30 s
Fotos sobrepostas | 148

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Este mineral pertence ao grupo do pirocloro, o qual agrega uma grande variedade de espécies e, por conseguinte, uma variação composicional extensa que pode, neste caso, incluir o chumbo.
Os minerais deste grupo ocorrem principalmente em sienitos alcalinos ricos em nióbio e tântalo e têm como principal característica a sua forma octaédrica e cor vermelho-sangue. Em Portugal são conhecidos os exemplares do Maciço de Água de Pau (Açores) que figuram entre os mais belos a nível mundial.
O nome deve-se à dominância do flúor e sódio nas posições Y e A respetivamente, seguindo a nomenclatura do supergrupo do pirocloro.

Plattnerite

Mina da Preguiça, Portugal

Óxidos

Informação Mineralógica

Cristais de plattnerite, alguns deles maclados

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 1,7 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 20 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
2 s
Fotos sobrepostas | 158

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A plattnerite é um dos poucos óxidos de chumbo conhecidos na natureza. Encontrámo-la nas zonas de oxidação em ambientes semi-áridos a áridos. Associa-se à cerusite, hemimorfite, calcite e wulfenite. Os cristais são pretos, muito raramente acastanhados ou avermelhados. Forma prismas alongados muito finos ou tabulares, ocasionalmente maclados. É com estas características que se apresenta na mina da Preguiça (Beja) o melhor exemplo a nível nacional, onde é relativamente comum.
O nome homenageia Carl Plattner (1800-1858), professor de metalurgia da Academia de Minas de Freiberg, Alemanha.

Wickenburgite

Mina Evening Star, EUA

Silicatos

Informação Mineralógica

Agregados esféricos de wickenburgite

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 4,29 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição | 1
 s
Fotos sobrepostas | 188

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A wickenburgite é um raro silicato de chumbo que corre na zona de oxidação de veios hidrotermais com galena e esfalerite que sofreram alteração siliciosa (normalmente causada por fluidos ricos em flúor). Associa-se principalmente à mimetite, cerusite, murdochite e shattuckite.

Anglesite

Mina do Torgal, Portugal

Sulfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de anglesite

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 1,4 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 20 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/3 s
Fotos sobrepostas | 254

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A anglesite é, a par da cerusite, um dos principais produtos de alteração da galena e um dos minerais de chumbo mais abundantes na natureza. Por esta razão, é habitualmente explorada enquanto minério. Encontra-se na zona de oxidação dos depósitos de chumbo, onde se associa a cerusite, linarite, malaquite, gesso e caledonite. Os cristais podem ser bipiramidais ou prismáticos, raramente tabulares. Estes podem atingir vários centímetros e apresentam uma grande gama de cores, embora os incolores sejam mais frequentes.
Em Portugal pode ser encontrada em praticamente todas as ocorrências de galena, com destaque para as minas do Palhal (Aveiro), São Domingos e Torgal, ambas no distrito de Beja.
A ilha de Anglesey, País de Gales, local onde foi inicialmente descoberta ‘deu’ nome a este mineral.

Linarite

Mina de Olgas, Portugal

Sulfatos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais de linarite sobre quartzo

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,1 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/3 s
Fotos sobrepostas | 212

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Muitas vezes confundida com a azurite, a linarite exibe um dos azuis mais intensos da natureza. Trata-se de um produto de alteração da galena e de sulfuretos de cobre (geralmente a calcopirite) que ocorre na zona de oxidação de depósitos polimetálicos. Em Portugal é relativamente rara, sendo na mina de Olgas onde se encontram os melhores exemplares. Estes apresentam a típica cor azul-escura e forma cristais tabulares ou alongados sempre em dimensões sub-centimétricas. Associa-se com frequência à brochantite e cerusite.
O nome vem do importante distrito mineiro de Linares, Espanha.

Linarite

Ramsbeck, Alemanha

Sulfatos

Informação Mineralógica

Cristais tabulares de linarite (azul) associados a hemimorfite ‘tingida’ por óxidos de ferro – a hemimorfite é transparente ou branca.

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 6,39 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/3 s
Fotos sobrepostas | 187

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Muitas vezes confundida com a azurite, a linarite exibe um dos azuis mais intensos da natureza. Trata-se de um produto de alteração da galena e de sulfuretos de cobre (geralmente a calcopirite) que ocorre na zona de oxidação de depósitos polimetálicos. Em Portugal é relativamente rara, sendo na mina de Olgas onde se encontram os melhores exemplares. Estes apresentam a típica cor azul-escura e forma cristais tabulares ou alongados sempre em dimensões sub-centimétricas. Associa-se com frequência à brochantite e cerusite.
O nome vem do importante distrito mineiro de Linares, Espanha.

Jamesonite

Mina de Cortes Pereira, Portugal

Sulfuretos

Informação Mineralógica

Cristais aciculares e tubos ocos formados por jamesonite espiralada

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 1,04 mm
Máquina fotográfica | Olympus OM-D E-M5 Mark II
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 20 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
2 s
Fotos sobrepostas | 202

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A jamesonite é um sulfossal de chumbo e ferro que se encontra em veios hidrotermais do tipo Pb-Ag-Zn. Associa-se a galena, estibina, esfalerite, pirite e outros sulfuretos. Apresenta-se sob a forma de cristais prismáticos ou fibrosos, com forte brilho metálico e cor cinzenta. Ocasionalmente forma anéis ou tubos espiralados, como é o caso da mina de Cortes Pereiras em Alcoutim.
O nome foi atribuído em honra do mineralogista escocês Robert Jameson (1774-1854), que foi o primeiro a descrever o mineral.

Baumhauerite

Lengenbach, Suíça

Sulfuretos

Informação Mineralógica

Grupo de cristais parcialmente irisados de baumhauerite sobre dolomite sacaroide.

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 4,87 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/3 s
Fotos sobrepostas | 124

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Sulfossal de chumbo incluído no vasto cortejo mineralógico da pedreira de Lengenbach (Suíça). Deve o seu nome a Heinrich Adolf Baumhauer (1848-1926), professor de mineralogia da Universidade de Fribourg (Suíça). A baumhauerite forma cristais complexos, geralmente estriados, que apresentam diferentes tons de cinzento, por vezes irisados. Tal como a maioria dos sulfossais encontrados em Lengenbach, a dimensão é milimétrica só muito excecionalmente supera 1 cm. É uma espécie muito rara, da qual não se conhecem ocorrências em Portugal.

Galena, Esfalerite e Marcassite

Martelange, Luxemburgo

Sulfuretos

Informação Mineralógica

Associação de vários sulfuretos sobre dolomite: Galena (cinzento), esfalerite (castanho alaranjado) e marcassite (dourado/bronze)

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 6,74 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/20 s
Fotos sobrepostas | 214

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Lengenbachite

Lengenbach, Suíça

Sulfuretos

Informação Mineralógica

Agregado de cristais tabulares de lengenbachite sobre dolomite

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 1,77 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1 s
Fotos sobrepostas | 274

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

Sulfossal complexo de cobre, prata e chumbo. Foi descoberto na pedreira de Lengenbach, na Suíça, da qual recebeu o nome. Forma cristais tabulares ou ‘em forma de lança’ de cor negra. Tende a associar-se a outros sulfossais, em particular à jordanite. A lengenbachite é um mineral muito raro que é conhecido apenas em quatro outras localidades além daquela onde foi descoberta, nenhuma delas em Portugal.

Cumengeite

Herzog Julius Smelter Slag, Alemanha

Halogenetos

Informação Mineralógica

Agregados de cristais de cumengeite num vacúolo de escória de fundição

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 2,46 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 10 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
1/3 s
Fotos sobrepostas | 188

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

A cumengeite é um halogeneto de chumbo e cobre relativamente raro. Caracteriza-se pelas suas formas complexas e cor azul vibrante.
Encontra-se normalmente em zonas de oxidação de depósitos de cobre, em ambientes áridos, e é um mineral frequente em escórias de fundição ricas em chumbo.
A associação mineral mais comum pode incluir: boleíte; pseudoboleíte; atacamite; clorargirite; cerussite; e halite.
A sua ocorrência mais importante é na Mina Amélia, em Santa Rosalía, Baja California Sur, México, sendo, por muito tempo, a única fonte de cristais bem formados, deste raro mineral. Em Portugal não se conhecem ocorrências deste mineral. Foi identificada a diaboleite numa pequena ocorrência pero de Rosário (Alentejo), mineral como o qual se confunde com facilidade.
O nome cumengeite foi atribuído em homenagem ao Dr. Edouard Cumenge (1828–1902), geólogo francês que estudou os minerais da Mina Amélia, no México.

Chumbo Nativo

Mina Garpenberg Norra, Suécia

Elementos Nativos

Informação Mineralógica

‘Folha’ de chumbo nativo moldada (estriada) pelos minerais da matriz

Informação Técnica

Dimensão campo fotografado | 6,72 mm
Máquina fotográfica | SONY A7RIII
Objetiva |
Mitutoyo M Plan 5 x   
ISO |
100   
Tempo de aquisição |
0,8 s
Fotos sobrepostas | 172

Software

Zerene Stacker®, Adobe Photoshop 2018®, StackMaster controller 2018® e Olympus Capture®.

O chumbo nativo é extremamente raro na natureza. Encontra-se sobretudo em placers ou em depósitos hidrotermais onde se apresenta em massas ou vénulas dúcteis, excecionalmente, sob a forma de cristais octaédricos até 6 cm cinzento esbranquiçado. Associa-se sobretudo à hidrocerusite, sarkinite, brandtite e galena. Em Portugal é referido na ilha da Madeira, embora seja uma referência dúbia que carece de conformação.
O nome provém de uma forma antiga do inglês para a palavra chumbo.